Da Linha de Frente ao P&L: Como 40Anos de Supply Chain e Operações Industriais Moldaram a iNiciativa4Performance Advisory
Foco Financeiro/C-Level
No meu post anterior, compartilhei como a “guerra dos silos” sequestra a lucratividade das empresas. Mas para entender como cheguei a esse diagnóstico, precisamos voltar algumas páginas. A metodologia que aplico hoje na iNiciativa4Performance não nasceu em manuais acadêmicos; ela foi forjada na linha de frente de algumas das maiores operações industriais do país.
Quando comecei minha trajetória, o conceito de “Supply Chain” mal existia da forma como conhecemos hoje. Logística era sinônimo de transporte e depósito, e a fábrica operava isolada, buscando apenas eficiência local.
Foi vivenciando os desafios em gigantes como COO da Vale, Alcoa, Alcan, GPA, Santher, e mais tarde liderando operações complexas na Phisalia, Giovanna Baby e Baruel (ambas empresas familiares) , que entendi a grande virada de chave: a operação precisa servir à geração de caixa, e não apenas ao volume produzido.
A Evolução do Chão de Fábrica: A Tecnologia a Serviço da Margem
Liderar operações em ambientes de alta complexidade me permitiu acompanhar e capitanear a transição para a era digital. Vi de perto como a implementação estratégica de sistemas como MES (Manufacturing Execution System), APS (Advanced Planning and Scheduling) e WMS/TMS (Warehouse/Transportation Management System) transformou o caos fabril em previsibilidade.
Mas a tecnologia por si só não salva um balanço. O grande aprendizado dessa jornada foi aprender a conectar um eixo produtivo - processo e governança do S&OP e execução no chão de fábrica (APS/MES) diretamente a outro fluxo, o do Order-to-Cash (OTC - do pedido de vendas ao recebível).
Descobri que otimizar o fluxo de ponta a ponta é a única forma real de reduzir estoques obsoletos e imobilizados sem sacrificar o nível de serviço ao cliente - OTIF.
Por que a iNiciativa4Performance?
Depois de mais de quatro décadas atuando como executivo C-Level e Diretor, percebi que o mercado de consultoria tradicional muitas vezes entrega relatórios densos, mas pouca execução.
Fundei a iNiciativa4Performance para ser o oposto disso. Adotei o modelo de “Executive as a Service” porque acredito que indústrias como as empresas de bens de consumo, enfrentam crises de liderança ou disrupções operacionais (gargálos) que não precisam ser teóricos. Elas precisam de um especialista que entre de cabeça na operação, lidere o turnaround, “arrume a casa”, faz a transformação e a transição (garantia da sustentabilidade) conectando a operação ao P&L, e garanta uma transição sustentável.
No próximo capítulo desta série, vou detalhar um caso real de como consolidar uma matriz de fornecedores pode destravar milhões em capital de giro.
Até lá, convido você a refletir: a sua operação atual está gerando custos ou gerando margem?
Quer conversar mais sobre o assunto, entre em contato com jmaurillorosa@iniciativa4p.com.br

